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Crescimento Sustentável: Um Imperativo Econômico

Crescimento Sustentável: Um Imperativo Econômico

14/01/2026 - 11:16
Yago Dias
Crescimento Sustentável: Um Imperativo Econômico

O Brasil vive um momento decisivo em que o desenvolvimento econômico encontra a preservação ambiental. Com projeção de crescimento de 2,5% do PIB em 2025 e taxa média de 3% entre 2023 e 2026, o país demonstra sua capacidade de avançar mesmo diante de juros elevados e turbulências externas.

Mais do que um número, esses resultados refletem um novo pacto entre prosperidade e responsabilidade, onde políticas públicas, setor privado e sociedade civil se unem para construir um futuro sólido e inclusivo.

Contexto Econômico e Plano Fiscal

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Brasil possui plenas condições de crescer de forma equilibrada, apoiado em um arcabouço fiscal robusto e em um plano de crescimento sustentável endereçado ao país. A conclusão da Reforma Tributária e da Reforma do Imposto de Renda, que isentou 15 milhões de brasileiros, demonstra o compromisso com justiça social e eficiência econômica.

Além disso, avanços no crédito consignado para trabalhadores formais ajudaram a reduzir a informalidade e os juros abusivos, dando mais fôlego às famílias e à economia real.

Indicadores Sociais e Distribuição de Renda

O governo destaca que vivemos no melhor momento de distribuição de renda e na melhor taxa de desemprego da nossa história. Tais conquistas resultam de programas sociais articulados com iniciativas de promoção de emprego e capacitação profissional.

O fortalecimento do mercado interno, associado a estímulos ao consumo consciente, cria um ciclo virtuoso em que o crescimento econômico beneficia a população e gera apoio popular às reformas estruturais.

Métricas do Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR)

O IDSC-BR mede avanços em 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) por meio de 100 indicadores nacionais. Em 2025, a média geral do país subiu para 49,9 pontos, contra 46,7 em 2024, mostrando um movimento constante de aperfeiçoamento.

  • 49,9 pontos em escala de zero a 100 (2025)
  • 46,7 pontos em 2024
  • Acompanhamento de 100 indicadores nacionais

Classificação das Cidades

Apesar do progresso geral, persiste grande desigualdade territorial, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Em 2025, as cidades se dividiram em cinco categorias:

  • 47% na classificação média
  • 45,7% na classificação baixa
  • 3% na classificação alta
  • 3,8% na classificação muito baixa
  • 0% na classificação muito alta

Mercado de Dívida Sustentável

O mercado de títulos VSS+ (verdes, sociais, de sustentabilidade e vinculados à sustentabilidade) acumulou USD 67,8 bilhões até junho de 2025. Deste total, USD 49,3 bilhões (73%) seguiram a metodologia Climate Bonds Initiative, elevando o alinhamento de novas emissões para 93% no primeiro semestre, ante 88% no mesmo período de 2024.

  • 152 emissores registrados no Brasil
  • 82% do volume alinhado via empresas corporativas
  • 51% das emissões em moeda local

Setores como energia renovável, agricultura de baixo carbono e infraestrutura hídrica e saneamento concentram os principais aportes, refletindo as prioridades nacionais de mitigação e adaptação climática.

Contexto Global e Agenda 2030

O Relatório ODS 2025 da ONU indica que somente 35% das metas globais estão no caminho certo para 2030. As áreas que exigem maior aceleração incluem sistemas alimentares, acesso à energia, transformação digital, educação, empregos e clima e biodiversidade.

O Brasil reafirma seu compromisso com a Agenda 2030, tendo sido um dos 193 países signatários em 2015, e segue trabalhando para intensificar resultados com políticas públicas alinhadas aos ODS.

Reformas e Políticas Públicas

A conclusão da Reforma Tributária e da Reforma do Imposto de Renda, aliada a incentivos ao crédito formal e ao empreendedorismo local, consolida um ambiente favorável ao investimento sustentável e à redução de desigualdades.

Essas medidas fortalecem a arrecadação, aumentam a transparência e promovem maior justiça fiscal e social em todo o território nacional.

Setor Corporativo e Inovação

O Brasil contou com 46 empresas entre as mais sustentáveis do mundo em 2025, segundo rankings internacionais. Essas corporações destacam-se pelo aumento de receita e solidez financeira, além de práticas ambientais e sociais de ponta.

O engajamento do setor privado é essencial para gerar inovação e criar modelos de negócio regenerativos, capazes de escalar soluções com impacto real.

Preparação para a COP30 e Governança

O país sediará a COP30 em Belém em novembro de 2025, onde será lançada a Declaração das Cidades pelo Clima na COP30, contendo dez ações prioritárias como aumento de áreas verdes, tratamento de resíduos e justiça climática.

A integração entre União, estados e municípios, junto ao setor privado e à sociedade civil, é fundamental. Estudos mostram que 55% da população espera que o Governo Federal lidere a implementação dos ODS.

Conclusão: Rumo a um Futuro Sustentável

O Brasil está diante de uma oportunidade histórica para consolidar um modelo de crescimento inclusivo e de baixo carbono. Os números mostram avanços, mas também ressaltam desafios regionais e setoriais.

Cabe a cada ator social assumir sua parte: governos para oferecer políticas eficazes, empresas para investir com responsabilidade, universidades para gerar conhecimento e cidadãos para exigir e participar ativamente.

Juntos, podemos transformar o crescimento sustentável num legado duradouro, que una prosperidade econômica, justiça social e preservação do meio ambiente para as próximas gerações.

Yago Dias

Sobre o Autor: Yago Dias

Yago Dias